Diretor-geral da Saúde ameaça demitir-se

Francisco George disse na Assembleia da República que se não tiver apoio do Governo e dos deputados para o trabalho que está a ser feito na prevenção do ébola se demite.

"Se perceber em qualquer momento que a Direção Geral da Saúde [DGS], o dispositivo que tem montado, que a equipa que está a trabalhar não tem o apoio ou não tem a simpatia do Governo e da Assembleia da República mudam-se os dirigentes da DGS porque não é possível caminharmos neste trabalho sem ser em conjunto", defendeu o responsável na comissão parlamentar de Saúde.

Francisco George respondia assim às críticas feitas pela Ordem dos Médicos ao plano de prevenção do ébola elaborado pela DGS.

O colégio da especialidade de Saúde Pública da Ordem dos Médicos considerou que Portugal não está preparado para enfrentar o vírus da febre hemorrágica e que as autoridades de saúde têm "passado mensagens de enganosa tranquilidade" à população.

Sobre este documento, o diretor geral da Saúde, disse no Parlamento que o parecer foi divulgado sem que todos os elementos daquele órgão fossem consultados.

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