Diretor da Judiciária confirmado no cargo

A ministra da Justiça oficializou hoje a recondução de Almeida Rodrigues como Diretor Nacional da Polícia Judiciária, cargo que exerce desde 2008.

A recondução de José Maria de Almeida Rodrigues, como Diretor Nacional da Polícia Judiciária foi hoje oficialmente confirmada pela Ministra da Justiça.

"Com esta recondução reconhece-se, assim, a excelência dos resultados obtidos pela Polícia Judiciária, distinguidos quer internamente, quer a nível internacional, designadamente os conseguidos nos últimos meses, com elevado grau de eficácia, no combate à criminalidade grave, organizada e de elevada complexidade", disse Paula Teixeira da Cruz em comunicado.

A ministra reconheceu assim, em Almeida Rodrigues, "a larga experiência ao serviço da causa pública e respectiva atuação profissional, pautada, sempre e em todas as circunstâncias, em função do interesse comum e em prol da dignificação da Instituição que serve há já três décadas".

A confiança em Almeida Rodrigues, 54 anos, deverá, assim, perdurar pelo menos por mais três anos. O dirigente assumiu funções em maio de 2008, e a sua comissão de serviço terminou já em maio de 2011. Mas devido à instabilidade governativa registada no fim do ano passado, viu-se obrigado a manter-se no cargo. Neste momento, aliás, o diretor e Pedro do Carmo, seu diretor adjunto, são os únicos comandantes daquele corpo especial de investigação criminal, depois da passagem à reforma do terceiro diretor adjunto, Manuel Ferreira

Trata-se, pois, de um voto de confiança há muito esperado para que a PJ volte a funcionar com uma direção nacional completa, prevendo a lei orgânica que seja uma equipa com cinco elementos.

Almeida Rodrigues é o primeiro diretor não magistrado na história de 65 anos da instituição. É também o único diretor, nos últimos dez anos, que cumpre até ao fim uma comissão de serviço. Aliás, não só cumpre como até ultrapassa o tempo previsto com a confiança de dois Governos de cores políticas diferentes. Nenhum dos três antecessores dirigentes terminou a comissão de serviço.

Considerado um polícia experiente, conhecedor do terreno, já várias investigações "quentes" lhe passaram pelas mãos, desde o caso dos submarinos, passando por "Face Oculta", CTT, BPP, BPN, Universidade Independente, entre outros. Apesar de se tratar de processos que envolvem nomes pesados da praça, Almeida Rodrigues, imbuído do espírito de polícia, tem passado quase desapercebido.

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