Director PSP diz que há esquadras a mais

O director nacional da PSP, Francisco Oliveira Pereira, considera que "hoje em dia o número de esquadras no nosso país não se justifica. Madrid, por exemplo, tem metade das esquadras de Lisboa". Para o chefe máximo da PSP, que falava num encontro promovido pela revista de Segurança e Defesa, "é um 'mito' dizer que quantas mais esquadras existam, melhor segurança tem a população". Hoje em dia, frisou o superintendente- -chefe, "há uma acessibilidade dos cidadãos às esquadras que não havia há vinte ou trinta anos", dando como exemplo a queixa electrónica, que permite que se faça uma queixa através da Internet.

Oliveira Pereira esclareceu depois, já à margem da comunicação, que não tem nenhum plano para encerrar esquadras - o que, aliás, seria contraditório com a política do actual ministro da Administração Interna - mas que está a"estudar essas situações".

Do general Loureiro dos Santos vieram as perguntas mais incómodas. "Que estratégia tem a PSP para fazer face ao actual ambiente de segurança interna permissivo e pouco dissuasor? Do ponto de vista judicial e político, como é possível não haver sanções para determinados comportamentos? Terá de haver uma acção política a montante?", questionou.

"Terá de haver uma acção política a montante, Sr. General", concordou Oliveira Pereira. Na verdade, explicou, " a actual situação exige uma grande 'ginástica' e dedicação das forças de segurança que servem o país".

Os presentes no almoço ficaram também a saber, que o director da PSP é um "apologista" da videovigilância. "Tal como entendo que a segurança privada é complementar das polícias, entendo que a instalação destes sistemas, por exemplo, em zonas residenciais, são essenciais e um factor determinante para a paz social", afiançou. Sobre a manifestação que se realizava nessa tarde, afirmou que era "um direito democrático, os sindicatos existem e podem manifestar-se", afirmou.

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