Diogo Feio: partidos que apoiam Governo lembram TV a preto e branco

"Passamos, numa altura das altas tecnologias, a ter em Portugal um Governo que é apoiado por forças políticas que nos lembram o tempo da televisão a preto e branco", criticou

O diretor da Escola de Quadros do CDS-PP, Diogo Feio, disse hoje que o Governo é apoiado por partidos que lembram o tempo da televisão a preto e branco, considerando que há um ano este cenário era ficção.

O antigo eurodeputado do CDS-PP é o responsável pela organização desta escola que reuniu de quinta-feira até hoje 130 jovens centristas em Peniche e no discurso de encerramento da iniciativa que vai na sua terceira edição recordou que num ano, desde a última Escola de Quadros, "muito mudou", estando então a atual solução governativa "no domínio da ficção".

"Passamos, numa altura das altas tecnologias, a ter em Portugal um Governo que é apoiado por forças políticas que nos lembram o tempo da televisão a preto e branco", criticou.

Para Diogo Feio, PCP e BE "bem se podem tentar apresentar como modernaços, mas a base de apoio deste Governo PS tem lá a esquerda radical que não gosta das empresas, não gosta da iniciativa e não ajuda a que Portugal possa crescer".

"É agora altura de avisar que aí vem a rábula do costume à volta do orçamento", antecipou.

Utilizando o humor, o centrista começou por dizer que à segunda, terça e quarta-feira vêm de Jerónimo de Sousa e Catarina Martins avisos e críticas à governação socialista.

"À quinta-feira, António Costa telefona-lhes e diz: 'não sejam maus para mim'. À sexta-feira dizem "oh". Ao sábado Jerónimo e Catarina respondem 'eu só te quero a ti' e ao domingo aprovam o orçamento", ironizou.

Na opinião de Feio, o caminho que o CDS deve continuar a trilhar é o da apresentação de propostas, numa crítica implícita ao PSD, considerando que os centristas não escondem aqueles que são as suas ideias.

"Nós queremos verdadeiros consensos. Nós propomos sempre e batemos sempre contra a muralha do não por uma razão muito simples: no dia em que o PS disser que sim a propostas moderadas, a propostas razoáveis para o nosso discurso, perde a sua base política de apoio em relação ao atual Governo", justificou.

No discurso de encerramento, a líder do CDS-PP, Assunção Cristas, aproveitou ainda para anunciar a criação da Academia JP, "que funcionará durante o ano letivo e permitirá aos jovens que participam na Escola de Quadros e outros aprofundar a formação".

"Continuaremos a ter a Escola de Quadros, no início de setembro, mas contaremos também com a Academia JP a dar continuidade ao trabalho de formação", explicou Cristas.

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