DIAP vai analisar concurso de professores

Os documentos hoje entregues na Procuradoria Geral da República pela Federação Nacional dos Professores sobre a segunda bolsa de recrutamento docente vão ser enviados para o Departamento de Investigação e Acção Penal, disse o dirigente Mário Nogueira.

"A resposta do senhor procurador é que os vai analisar cuidadosamente e enviar para o Departamento de Investigação e Acção Penal" (DIAP), revelou aos jornalistas o secretário-geral da FENPROF, no final da reunião com o procurador geral da República, Pinto Monteiro, para denunciar alegados indícios de manipulação de dados durante o concurso destinado à colocação de professores, em Setembro.

Em causa estão declarações de escolas de todo o país, em que os próprios directores assumem as dificuldades em colocar pedidos de horários anuais na plataforma eletrónica que, durante perto de uma semana, apenas assumia contratos mensais.

"São documentos de escolas em que facilmente se constata que, durante a segunda bolsa de recrutamento essencialmente, em alguns dias não foi possível descarregar horários anuais, o que distorceu os resultados do concurso", defendeu Nogueira, citando vários casos de professores com nove e 10 anos de serviço que ficaram excluídos no concurso público por alegadas irregularidades.

Para Mário Nogueira há "indícios fortíssimos que fazem crer que houve uma manipulação da aplicação, possivelmente para poupar um mês de salário".

A FENPROF tem na sexta-feira de manhã uma reunião com os deputados da comissão de Educação da Assembleia da República (AR), em que vai "provar que o Ministério da Educação não falou verdade, há dias, sobre esta matéria", no Parlamento, garantiu Mário Nogueira.

A organização sindical tenciona também pedir na AR a constituição de uma comissão de inquérito.

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