Dez distritos com estradas cortadas devido a cheias

Dez distritos de Portugal continental têm hoje estradas cortadas devido à subida dos caudais de rio e ao deslizamento de terras, isolando as povoações de Reguengo do Alviela e Caneiras, em Santarém, e Valonguinho, em Viseu.

De acordo com um balanço da Proteção Civil atualizado às 18:45, Aveiro, Braga, Coimbra, Évora, Lisboa, Leiria, Portalegre, Setúbal, Viseu e Santarém, são hoje os distritos mais afetados, com destaque para Santarém, onde há 11 concelhos atingidos.

No distrito de Santarém, há estradas cortadas nos concelhos de Abrantes, Constância, Vila Nova da Barquinha, Golegã, Chamusca, Alpiarça, Santarém, Cartaxo, Benavente, Coruche e Almeirim.

No município de Santarém, está submersa a EN365 na Ponte do Alviela, a jusante do Pombalinho, isolando a povoação do Reguengo do Alviela, e também a EM Santarém-Caneira, o que deixou isolada a povoação de Caneiras.

Está também submersa a EM1345, que liga a Ribeira de Santarém a Vale Figueira, junto à Ponte de Palhais.

Em Constância, está submerso o parque de estacionamento junto ao rio Zêzere, assim como a estrada do Campo, que circunda a vila e liga a Montalvo, bem como parte da baixa e ainda o parque de campismo.

Em Abrantes, está inundada a praia fluvial de Alvega e a Casa de Apoio e a marginal Rossio ao Sul do Tejo está cortada devido a inundação, e em Vila Nova da Barquinha verifica-se a submersão parcial do cais de Tancos.

No concelho da Golegã, há vários campos agrícolas inundados e estão submersas a EM30, que liga a Azinhaga à Ponte do Cação, a EM1, entre a Ponte da Broa e a Ponte dos Lázaros, a EM7 que liga a EN365 ao Pombalinho, e a EN365 que liga a Azinhaga e a Golegã.

Em Alpiarça, está submersa a estrada do Mouchão, no Cartaxo, o cais da marina de Valada encontra-se inoperacional, e em Benavente, a EM1456 Estrada do Campo está cortada devido a inundação e a EM515 está parcialmente submersa entre Barrosa e Benavente.

Em Coruche, estão submersas a EM H na ponte do Rebolo e a EM1427 na Ponte da Amieira, assim como a estrada de Meias e a zona de campos agrícolas na margem esquerda do rio Sorraia.

No distrito de Viseu, em Resende, está isolada a povoação de Valonguinho, na freguesia de Barrô, devido ao desabamento de parte da estrada municipal que dá acesso a esta localidade. A EM 537, que liga Barrô a Penajoia, está cortada devido a deslizamento de terras.

Em Águeda, no distrito de Aveiro, estavam cortadas cinco estradas municipais devido a inundação, nomeadamente a EM Espinhel-Oronhe e a EM Campo em Recardães.

No distrito de Braga, está cortada em Guimarães a EN309 entre São Trocado e Rendufe devido a inundação e, em Viera do Minho, um dos acessos à Barragem da Caniçada, a EM1394, está cortada devido a deslizamento de terras.

No distrito de Coimbra há seis estradas cortadas, nos municípios de Arganil, Montemor-o-Velho, Penacova e Soure, ao passo que no distrito de Leiria há apenas uma estrada submersa, no concelho de Óbidos: a EM1409 entre o Arelho e o Vau.

Em Évora, há três pontes cortadas devido a inundação, todas no concelho de Mora: a ponte do Paço, entre Mora e Montes Novos, a Ponte da Ordem e a Ponte Camões, entre Cabeção e a EN370.

No distrito de Lisboa, são três os concelhos atingidos pelas cheias: a Azambuja, onde a EN 3-1 Quinta do Alqueidão está cortada devido a inundação, Loures, onde o piso abateu na EN 374-2 entre Lousa e Cabeço de Montachique, e Vila Franca de Xira, onde a EN 115-5 está intransitável na Granja, Vialonga.

Em Portalegre, há três estradas cortadas no concelho de Campo Maior e uma no de Avis, enquanto em Setúbal, no município de Alcácer do Sal, são duas as estradas submersas.

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