Detidos 16 estrangeiros suspeitos de tráfico de pessoas

Dezasseis estrangeiros suspeitos de pertencerem a um grupo criminoso organizado ficaram em prisão preventiva, "fortemente" indiciados por crimes de associação criminosa, auxilio à imigração ilegal e maus-tratos a menores.

De acordo com a página da internet da Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa (PGDL), os arguidos são suspeitos de pertencer à "Máfia Bósnia" e foram detidos na sequência de uma operação conjunta da GNR e dos Serviços de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) realizada a 11 e 12 de outubro.

Ao fim de três dias de interrogatório judicial (sábado, domingo e segunda-feira), os dezasseis detidos ficaram em prisão preventiva, fortemente indiciados pelos crimes de associação criminosa, associação para o auxílio à imigração ilegal, falsificação de documentos, burlas qualificadas, furtos qualificados em série, maus-tratos de menores e branqueamento de capitais.

O grupo era constituído por homens e mulheres do Leste Europeu, identificando-se na sua maioria com documentos supostamente provenientes de países da ex-Jugoslávia.

A 11 de outubro, um comunicado conjunto da GNR e do SEF avançou que "o grupo demonstrava uma grande capacidade organizativa e uma enorme mobilidade", acrescentando que os líderes da organização "movimentavam-se em carros de elevada cilindrada, a fim de transportar as mulheres para a prática de ilícitos criminais."

O grupo atuava, essencialmente, em zonas turísticas e transportes públicos, "controlando diversas áreas e localidades", nomeadamente a região da grande Lisboa, com destaque para as zonas do Castelo de São Jorge, Belém, baixa pombalina e Marquês de Pombal.

Fora da capital, a rede criminosa atuava no Santuário de Fátima, baixa do Porto, Braga e Algarve.

Os líderes desta organização terão auferido elevados proveitos com a atividade criminosa mantendo uma logística em várias casas onde davam a aparência de constituir-se como famílias com crianças, mas onde na realidade as crianças permaneciam em estado de completo abandono, sem assistência médica ou a alimentação necessária, em estado de sofrimento e fome.

Durante as buscas realizadas, as autoridades localizaram nestas casas trinta crianças indocumentadas. As autoridades suspeitam que as crianças eram utilizadas na prática de vários crimes. Os menores foram entregues a instituições de proteção de crianças e jovens em risco.

No decorrer da ação policial, foram efetuadas oito buscas domiciliárias e apreendidas uma dezena de viaturas ligeiras, a maioria de alta cilindrada, elevadas quantias de dinheiro, diversa documentação e objetos relacionados com os crimes.

A investigação criminal prossegue dirigida pelo Ministério Público da 11ª secção do Departamento de investigação e Ação Penal de Lisboa.

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