Despesa do SNS e dos utentes baixou 24% em junho

A despesa do Estado e dos utentes com medicamentos genéricos desceu 24% em junho, a maior quebra dos primeiros seis meses desde ano. Os dados foram apresentados hoje pela Associação Nacional de Farmácias.

De acordo com os responsáveis, a descida registada é a consequência da entrada em vigor das novas regras da prescrição de medicamentos. Desde 1 de junho que nas receitas apenas pode constar o nome da substância ativa e não as marcas.

"Os doentes estão de parabéns porque podem decidir por opções terapêuticas mais baratas", afirmou Paulo Duarte, secretário-geral da ANF.

Segundo a lei, as farmácias estão obrigadas a ter disponíveis três dos cinco medicamentos mais baratos de cada grupo de substâncias usadas para o tratamento da mesma doença.

A Ordem dos Médicos e a Associação das Farmácias de Portugal referiram no mês passado que os sistemas informáticos ainda não estavam totalmente adaptados às novas regras e que por isso não era possível recorrer às exceções previstas na lei para receitar uma marca.

"O sistema está em vigor e não temos registado situações complexas. As farmácias e os médicos têm atuado para dar o melhor aos utentes. Junho superou todas as expectativas", reforçou Paulo Duarte, afirmando que a "identificação das excepções é possível nas novas receitas".

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