Deficientes vão ter 'tratamento mais humanizante' na PSP

O ministro da Solidariedade disse hoje que o programa especial da PSP "Significativo Azul" vai permitir dar "um tratamento mais humanizante" às pessoas com deficiência e "garantir mais segurança" às suas famílias.

"Não podemos tolerar casos de abuso, de violência e de abandono de pessoas com deficiência. Nesse sentido conseguimos fazer uma rede nacional que integra também os oficiais da PSP através das suas esquadras que vão ter formação específica para poder atender pessoas com deficiência", disse aos jornalistas Pedro Mota Soares no final da assinatura do protocolo do programa especial "Significativo Azul".

O protocolo, que foi assinado entre a Polícia de Segurança Pública (PSP), a Federação Nacional de Cooperativas de Solidariedade Social (FENACERCI), Instituto Nacional de Reabilitação (INR) e Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS), visa contribuir para a segurança de pessoas com deficiência.

Através desta iniciativa, os polícias vão ter, a partir deste mês e até ao final do ano, ações de formação específica para saber lidar com pessoas com deficiência.

Por sua vez, os técnicos das instituições que apoiam as pessoas com deficiência também vão ter este ano formação para passarem a ter uma cultura de prevenção de situações de violência e maus tratos contra estas.

"Este protocolo é uma parceria feita entre as instituições sociais da área da deficiência com a PSP para se poder fazer um conjunto de ações de formação mútuas, quer a oficiais da PSP, quer a dirigentes das instituições para se poder ter um tratamento e uma proteção ainda mais acrescida das pessoas com deficiência", sustentou o ministro da Solidariedade, do Emprego e da Segurança Social.

Pedro Mota Soares adiantou que o programa é fundamental para se dar "um tratamento mais humanizante às pessoas com deficiência, mas também para garantir muito mais seguranças às próprias famílias", que ficam a saber que o seu membro do agregado familiar quando se dirigir a uma esquadra da PSP terá um "atendimento diferente, muito mais compreensivo".

Para o vice-presidente da FENACERCI, Rogério Cação, este programa vai permitir "dar melhores condições para que as pessoas com deficiência atinjam mais facilmente os direitos que lhes são garantidos constitucionalmente".

Segundo Rogério Cação, as pessoas com deficiência têm uma realidade muito própria, com dificuldades de comunicação, não tem acesso à informação e nem sequer conhecem os seus direitos.

Com este programa, os agentes vão conseguir fazer melhor o seu trabalho e passar a ter mais consciência da realidade e das circunstâncias em que vivem estas pessoas e as suas famílias, adiantou.

O vice-presidente da FENACERCI disse também que este projeto visa dar formação aos agentes e às instituições sociais de apoio para que "as organizações se sintam mais próximas das polícias, mas também para que "a PSP conheça melhor estas pessoas".

Por sua vez, o comissário Hugo Guinote, da Divisão de Prevenção Pública e Proximidade da PSP, afirmou que o polícia vai passar a atuar com pessoas com deficiência de forma diferente, uma vez que vai ganhar confiança e conhecê-la melhor, o que permitirá "melhorar qualidade de vidas".

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