Defesa: "Não pomos em causa que o arguido é imputável"

O advogado de Afonso Dias, suspeito no caso do desaparecimento de Rui Pedro, considerou hoje, à saída da primeira sessão do julgamento em que o seu cliente é o único arguido, que não estão em causa questões de imputabilidade.

"Não pomos em causa que o arguido é imputável", disse à imprensa o advogado Paulo Gomes, realçando que "o que foi indeferido foi a questão eminentemente psíquica quanto à imputabilidade diminuída" de Afonso Dias.

Paulo Gomes disse ainda esperar que o arguido venha a quebrar o silêncio a que se remeteu nesta primeira sessão do julgamento "eventualmente no final da produção de prova".

Só então, segundo a defesa de Afonso Dias, "se decidirá a pertinência do que o arguido poderá esclarecer em função do que for sendo dito pelas testemunhas" do processo.

A defesa do único arguido neste julgamento lamentou ainda a decisão do tribunal em não aceitar a possibilidade de inquirir a magistrada do Ministério Público que participou no processo no período subsequente ao desaparecimento de Rui Pedro.

"Era importante pela credibilidade que a magistrada podia ter", considerou Paulo Gomes, ressalvando que se "estatutariamente isso não é possível, então teremos outras vias de demonstrar" a inocência de Afonso Dias.

"Há questões que foram levantadas naquela altura não foram bem esclarecidas e que nós, por via da inquirição desse magistrado, podíamos conseguir provar", avançou Paulo Gomes, para concluir que "se não for por aí teremos outras formas de o fazer".

Afonso Dias está a ser julgado pela suspeita de rapto de Rui Pedro, desaparecido há treze anos em Lousada, com base em indícios que o Ministério Público considerou "congruentes", com a tese de que o arguido terá aliciado o jovem, então com onze anos, para um encontro com uma prostituta, após o qual nunca mais foi visto.

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