Declarar o amor à cidade para agradar aos lisboetas

(Com vídeo) Carnide. "Qualquer lugar é bom", garante um dos ensaiadores, que promete muita cor, alegria, brilho e dignidade.

Há quatro anos que Graciete Cardinale reside no Alto do Pina, mas nem por isso tem vontade de integrar o grupo que se sagrou campeão em 2011 e 2012. "Carnide é Carnide", sintetiza, sem esconder o orgulho por desfilar pelo bairro em que cresceu e que, mais do que lutar por uma boa classificação, deseja sobretudo agradar aos lisboetas.

"Qualquer lugar é bom", garante Francisco Branquinho, ensaiador do conjunto que, este ano, vai declarar o seu amor à capital. Não é, por isso, de estranhar que o vermelho - "a cor da paixão" - e o preto e o branco - "as cores de Lisboa" - sejam os tons mais presentes na exibição da marcha coreografada também por José Condeça. "Vai ter muita cor, muita alegria, muito brilho e dignidade", promete Francisco Branquinho, momentos antes de ter início o ensaio no Regimento de Engenharia N.º 1, na Pontinha, freguesia vizinha de Carnide.

É ali, já no concelho de Odivelas e a convite da Sociedade Dramática de Carnide, que o coreógrafo se estreia nas Marchas de Lisboa, depois de ter ganho experiência nas de Setúbal. "Aqui sente-se mais o bairrismo", compara, lembrando que, na outra margem do Tejo, há bairros que têm vários grupos.

Graciete sabe bem do que fala o responsável. Afinal, foi depois de ver o conjunto sair para a volta a Carnide que decidiu marchar por um bairro que, apesar de não se situar na zona histórica, "tem muita gente que é bairrista". "Adorei", resume, ao recordar o momento da estreia, em 2005. Desde então que nunca mais saiu. Em 2013, o grupo ficou no 16.º lugar - o último lugar que garante a permanência automática na edição seguinte.

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