Da Aliança Democrática ao acordo Durão-Portas

Final A fase gloriosa da AD, que ainda persiste em muitas memórias, durou pouco mais de um ano. Após a morte de Sá Carneiro, a Aliança Democrática foi perdendo o ímpeto inicial e, mesmo com o retorno ao Governo de Freitas do Amaral - os líderes dos partidos tinham avisado que, se Ramalho Eanes fosse reeleito presidente, abandonariam o Executivo -, a coesão interna foi-se desfazendo.

A 2 de Dezembro de 1979, cinco anos depois do 25 de Abril e ensaiando uma aliança entre partidos (PSD-CDS-PPM) nova na III República, a direita tinha chegado ao poder através do voto, demonstrando que o eleitorado confiava na alternância. A partir de Dezembro de 1982, quando Balsemão se demitiu de primeiro-ministro e Freitas do Amaral abandonou a liderança do CDS, a mítica AD foi substituída pelo Bloco Central (PS-PSD) e pelos governos monopartidários de Cavaco e Guterres.

Atendendo aos resultados dos três partidos, mesmo que se tivesse constituído uma Alternativa Democrática (que incluísse o PPM) em 1999, o PS teria chegado à quase maioria a soluta - os socialistas conseguiram 115 deputados, exactamente os mesmos que toda a restante oposição.

Sem se designar AD, só em 2002 é que o PSD de Durão Barroso e o CDS de Paulo Portas se coligaram, com base nos resultados das legislativas antecipadas, para, quase duas décadas depois, governarem. Mas quando o PR dissolveu o Parlamento, cada partido concorreu isolado em 2005, abrindo caminho à única maioria absoluta do PS.

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