Cursos na PJ podem levar à rutura de pessoal, alerta sindicato

Em setembro e janeiro, 120 inspetores vão participar em cursos de acesso a categorias superiores. Direção Nacional garante que faltas serão minimizadas

A Associação Sindical dos Funcionários de Investigação Criminal (ASFIC) da Polícia Judiciária (PJ) alerta para o agravar da falta de meios humanos nesta polícia, que se vai sentir especialmente quando 120 inspetores estiverem em formações para acesso a cargos superiores, refere o Jornal de Notícias.

Nos meses de setembro e outubro, 40 inspetores e inspetores-chefes vão frequentar os cursos de formação para acesso à categoria de coordenador da PJ. Durante esses dois meses, os operacionais não vão fazer investigação policial.

Em janeiro, será a vez de 80 - em 1300 - investigadores saírem das tarefas do dia-a-dia para ingressar no curso de inspetores-chefes. E, segundo o sindicato, será aí que a falta de pessoal será mais notada. Cada um destes investigadores tem a cargo cerca de 20 processos que terão de ser redistribuídos pelos colegas, que veem assim o trabalho multiplicar.

Em resposta a estes receios, a Direção Nacional da PJ, responsável pela organização dos cursos, garante que a operacionalidade não está posta em causa. Almeida Rodrigues, diretor nacional, explicou ao JN que os períodos de formação vão decorrer em momentos alternados de forma a minorar os seus efeitos e que as ausências serão supridas pelos responsáveis das respetivas unidades.

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