Crítica às "razões economicistas" das medidas da 'troika'

O bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, considerou hoje, quarta-feira, que as medidas propostas para a Justiça, no âmbito da ajuda externa a Portugal, são ditadas por "razões economicistas" e não por valores como "a cidadania e os direitos humanos".

Marinho Pinto, um dos oradores das III Jornadas de Solicitadoria organizadas pelo ISMAI - Instituto Superior da Maia, no âmbito dos 10 anos da sua fundação, alertou para "a deriva economicista" subjacente às medidas que a União Europeia e o FMI defendem para resolver os problemas da justiça portuguesa.

O bastonário considera que a Justiça "entrou em conflito aberto com o desenvolvimento", considerando-a "um factor de bloqueio e paralisação da actividade económica". "As empresas não conseguem cobrar os seus créditos em tribunal", exemplificou.

Por outro lado, Marinho Pinto recordou que há problemas que se prendem com a cidadania, porque "a Justiça enquistou-se". "Os negociadores da 'troika' (União Europeia, Banco Central Europeu e FMI) não tiveram e não têm em conta essa dimensão específica", completou.

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