Cristas espera analisar prejuízos na próxima semana

A ministra da Agricultura e do Mar, Assunção Cristas, espera na próxima semana poder fazer a análise dos prejuízos provocados pelo mau tempo, depois de ter em sua posse todos os levantamentos técnicos feitos no terreno.

Em declarações aos jornalistas em S. Pedro do Sul, onde visitou a empresa de produção de ovos Casa do Aido, Assunção Cristas disse que já se encontra no ministério o relatório da Direção Regional de Agricultura do Norte, "onde aconteceram os maiores problemas".

"Tive ontem (sexta-feira) notícia de que já enviaram o relatório para o ministério, estamos à espera de reunir as outras regiões", referiu, acrescentando ainda não ter visto aquele documento.

A governante realçou que, também na região centro, "infelizmente muito penalizada", está a ser feito um "esforço muito intenso" para ter rapidamente o levantamento feito.

"Para a semana faremos a análise para poder dar seguimento a essa matéria. Foi, de facto, uma atuação muito rápida, que se deve aos serviços e ao esforço de todos os funcionários", considerou, acrescentando ser importante que os agricultores possam começar a repor as suas estufas.

Segundo Assunção Cristas, será analisado se a medida de reposição da capacidade produtiva do PRODER a que os agricultores poderão recorrer é já acionada ou se espera que "passe esta altura do mau tempo, para quando ela abrir abranger também outras situações que entretanto ocorram".

De qualquer das maneiras, "há a garantia de que a medida será aberta, para ajudar a recuperar a capacidade produtiva que se deteriorou", afirmou, assegurando que "não há qualquer problema em chegar a todas as situações que forem devidamente sinalizadas e identificadas".

A ministra explicou que, através do PRODER, os agricultores poderão financiar até 75% os investimentos que precisam de ser repostos, como plásticos e estruturas de estufas.

"O agricultor terá de por 25%, em princípio, e o resto será esta linha europeia que pagará", acrescentou.

Póvoa de Varzim, Caldas da Rainha, bacia do Mondego e Ribatejo foram as zonas mais afetadas pelo temporal do passado fim de semana, que só poupou o sul do país.

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