Cristas desafia Costa para debate sobre arrendamento

Líder do CDS recusa "calamidade pública" com despejos de inquilinos. "Há muitos sinais positivos desta reforma", replicou

Com o debate quinzenal terminado (e enquanto o primeiro-ministro ainda debatia com os deputados o próximo Conselho Europeu), a presidente do CDS, Assunção Cristas, desafiou o primeiro-ministro para debater a reforma do arrendamento, que foi feita no anterior executivo, quando Cristas era então a ministra da tutela, e que serviu hoje (uma vez mais, queixou-se a deputada centrista) como arma de arremesso de António Costa.

"Não é no tempo do debate quinzenal que se se consegue fazer uma explicação fundada dos objetivos dessa reforma", começou por dizer a líder do CDS, para logo deixar o desafio a Costa e... aos jornalistas.

"Entendi desafiar o primeiro-ministro e de certa forma os órgãos de comunicação social para que eu e o primeiro-ministro possamos então esclarecer, apresentar os factos e verificar que a dita calamidade pública que o primeiro-ministro se refere não existe, não aconteceu, pelo contrário, há muitos sinais positivos desta reforma", sublinhou Assunção Cristas. "Fica feito o desafio, espero que algum órgão de comunicação social se possa interessar", disse.

No debate quinzenal, o primeiro-ministro recordou à líder do CDS que esta foi ministra com a pasta da habitação entre 2011 e 2015 ("não foi só ministra da lavoura") e acusou-a de ter criado uma "calamidade social" com a sua lei das rendas, que "liberalizou o mercado". "Criou uma crise social em Portugal e criou conscientemente porque foi avisada por toda a gente do que iria acontecer", disse Costa, recordando que ele próprio enquanto presidente da câmara de Lisboa a alertou para o que resultaria da nova lei das rendas.

Questionada pelos jornalistas, Cristas insistiu que António Costa, então autarca, dizia uma coisa aos eleitores e cidadãos a quem pedia o voto na rua e dizia outra aos investidores imobiliários.

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