Crise obriga a abater cavalos puro sangue lusitano

Este ano já foram abatidos 2803 cavalos, avança hoje a TSF, quatro vezes mais do que em 2011. Não se sabe quantos, mas crise também já levou criadores a matar animais da cara raça puro sangue lusitano.

A Associação Portuguesa de Criadores do Cavalo Puro Sangue Lusitano confirma à TSF que já há muitos cavalos a ir para o matadouro.

O presidente Luís Vinhas garante que abater um cavalo é um desgosto, mas com a crise é preciso fazer escolhas e vender para consumo os que não têm comprador.

Por norma, um cavalo puro sangue lusitano é muito caro, mas quando vai para o matadouro o preço cai drasticamente.

Luís Vinhas sublinha à TSF que "um cavalo vale pela sua capacidade de ser montado, pelo prazer que proporciona e habilidades que consegue fazer. Se é para ser vendido ao quilo, é muito mais barato, não é negócio... É como se fosse uma vaca... Um cavalo em condições normais vale muito mais do que a carne que lá está".

Para preservar os genes dos seus animais, muitos criadores preferem que o cavalo acabe no talho e não nas mãos de quem o quer montar ou revender.

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