Criminalidade violenta e grave desceu 9,5% em 2013

A criminalidade violenta e grave desceu 9,5 por cento, em 2013, segundo o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI), ontem apresentado em Lisboa.

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De acordo com o relatório, que apresenta os principais resultados da criminalidade e atividade das forças e serviços de segurança, em 2013 registaram-se menos 2.123 casos de criminalidade violenta e grave.

Relativamente à criminalidade geral, o relatório revela que desceu 6,9 por cento, tendo a PSP, GNR e Polícia Judiciária recebido menos 27.375 participações no ano passado em relação a 2012.

Numa conferência de imprensa para apresentar os principais resultados do RASI, que vai ser entregue na segunda-feira, na Assembleia da República, o secretário-geral do Sistema de Segurança Interna, Antero Luís, afirmou que os "dados são francamente bons", tendo-se obtido, em 2013, "os melhores resultados dos últimos 11 anos".

Segundo os dados apresentados, o crime que mais subiu, no ano passado, foi a violência doméstica (mais 3,1 por cento) e "furto de oportunidade de objetos não guardados" (mais 19,8 por cento).

No que toca a criminalidade violenta e grave, Antero Luís afirmou que os crimes que mais subiram foram os assaltos a postos de combustíveis, estações dos correios, transportes públicos e farmácias, assim como situações de rapto e sequestro.

De acordo com Antero Luís, as medidas desenvolvidas no ano passado ajudaram na descida de alguma criminalidade que estava em grande subida, como o furto de metais não preciosos e ouro.

Para este ano, afirmou que "a única preocupação resulta da violência doméstica".

Destacando o "grande desempenho das forças de segurança" para os resultados da criminalidade em 2013, o secretário-geral do Sistema de Segurança Interna afirmou que é necessário as polícias continuarem a apostar na prevenção e na melhoria da partilha de informação.

O mesmo responsável sublinhou que o aumento da população reclusa, que subiu de 9.000 para 14.000 entre 2009 e 2013, tem contribuído para a descida da criminalidade.

"O aumento do número de reclusos é bom para a criminalidade", disse, realçando que, nos últimos quatro anos, foram "desmantelados grupos perigosos", que se encontram detidos.

Questionado sobre a possibilidade de a instabilidade nas forças e serviços de segurança, que têm realizado várias manifestações de protesto contra os cortes salariais, poder afetar a atividade operacional, Antero Luís afirmou que "essa perturbação já houve no ano anterior e até agora não se notou".

Disse igualmente que os profissionais das forças e serviços de segurança "conseguem distinguir" a sua atividade operacional das reivindicações laborais.

O secretário-geral do Sistema de Segurança Interna disse ainda que os dados do RASI permitem concluir que a crise não leva necessariamente a um aumento da criminalidade, apesar de existirem alguns crimes, como burlas e crimes informáticos, que podem estar relacionados, mas esses, no ano passado, também diminuíram.

Os dados do RASI foram apresentados aos jornalistas no final de uma reunião do Conselho Superior de Segurança Interna, presidida pelo primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho.

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