Crato visita Brasil para reforçar contactos na investigação

O ministro da Educação e Ciência, Nuno Crato, inicia hoje uma visita ao Brasil que, segundo disse à Lusa, visa "favorecer um contacto mais direto entre os centros de investigação portugueses e brasileiros" de universidades e empresas.

Nuno Crato está hoje no Rio de Janeiro e deslocar-se-á também a São Paulo e a Brasília, onde, com o seu homólogo brasileiro, Aloizio Mercadante, assiste à assinatura de um protocolo entre o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP) e a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (ANDIFES) para o reconhecimento e validação de diplomas de ensino superior.

Em declarações à Lusa, Nuno Crato sublinhou que a vista ao Brasil é a convite do seu homólogo, durante a qual irá visitar centros de pesquisa no Rio de Janeiro e em S. Paulo.

Na capital paulistana, na terça-feira, onde se reunirá com o prefeito Fernando Haddad, ex-ministro da educação do Brasil, Nuno Crato e a comitiva, que inclui empresários e universidades, visitarão um parque tecnológico.

Em Brasília, na quarta-feira, Crato reunir-se-á com Mercandante e com o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antônio Raupp, e assistirá à assinatura do protocolo entre o CRUP e a ANDIFES.

"Um reconhecimento que queremos tão automático quanto possível", disse à Lusa o ministro português, que garantiu que os dois Governos querem "incentivar e apoiar" este acordo.

Outro acordo será assinado entre o Conselho Coordenador de Institutos Politécnicos Portugueses (CCISP) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), no âmbito do programa brasileiro "Ciência sem Fronteiras", e refere-se a um programa de trabalho para pós-licenciados.

Durante esta visita será também lançado o primeiro concurso no âmbito de um protocolo com o Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia (INL), localizado em Braga.

"É um concurso para pesquisadores brasileiros utilizarem as instalações do INL e colaborarem em projetos do laboratório, financiados pelo Governo brasileiro", explicou Crato.

Segundo o ministro, este é "um primeiro passo numa colaboração mais profunda", tanto mais - adiantou - que há o interesse por parte do Brasil em ser membro de pleno direito do INL, o que é acolhido favoravelmente pelos governos de Espanha e Portugal.

"Nós, tanto eu como o ministro brasileiro e o ministro espanhol, queremos que o Brasil tenha um papel mais destacado e este é um primeiro passo", que "acolhemos de braços abertos", disse Crato.

O Brasil deverá ser, inicialmente, membro observador, e, mais tarde, membro de pleno direito, esclareceu o ministro.

Com o ministro da Educação do Brasil, Nuno Crato afirmou que irá também discutir a possibilidade de os estudantes brasileiros, já licenciados, virem para Portugal, no âmbito do programa "Ciência sem Fronteiras".

O Acordo Ortográfico não está nas agendas dos dois ministros, "sendo um assunto sobretudo da área dos Negócios Estrangeiros", disse Crato.

Integram a delegação do ministro da Educação e Ciência o presidente da Fundação para a Ciência e Tecnologia, Miguel Seabra, e ainda responsáveis de 13 instituições, entidades e empresas, com o intuito de reforçar laços de cooperação científica e tecnológica com parceiros brasileiros nas suas áreas.

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