Crato promete maior vinculação desde 2006

A três dias do fim do prazo estipulado pela Comissão Europeia (CE) para o Governo comunicar medidas para acabar com a "discriminação" de professores contratados, o ministro da Educação e Ciência anunciou a abertura de "cerca de 2000" lugares de quadro, num novo concurso de vinculação a realizar este ano.

Prometeu ainda equiparar o salário dos contratados ao do início da carreira e um regime de vinculação "semi automático" a partir de 2015. Notícias que os representantes dos professores registaram mas consideraram insuficientes, defendendo que a proposta de Nuno Crato continua a não cumprir a lei laboral.

"Essa vinculação tem de ser feita para todos os grupos disciplinares. Não apenas para aqueles que agora o senhor ministro acha que são estruturantes", disse Césaer Israel Paulo, da Associação Nacional de Professores Contratados. "O cumprimento da lei não pode estar sujeito a tetos", concordou JoãoDias da Silva, da Federação Nacional de Educação. "A realização do concurso extraordinário de vinculação, anunciado pelo ministro Nuno Crato, não responde à imposição que a Comissão Europeia dirigiu ao Governo português", resumiu a Federação Nacional dos professores.

O Ministério vai agora dar início a um processo negocial com os sindicatos. Entretanto, pelo menos para parte dos professores contratados, há uma luz ao fundo do túnel:"Tenho 13 anos de serviço, em princípio terei possibilidades de ficar vinculada", disse ao DN Susana Gonzaga, professora do 1.º ciclo."Mas ainda receio que esse anúncio traga água no bico".

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