CP, Refer e autarquias "seguram" Metro de Mirandela

Protolocolo assinado hoje permite que o Metro de Mirandela continue a funcionar em 2012. CP entra com 240 mil euros de financiamento, Refer faz a manutenção da linha e a autarquia explora o serviço.

As cinco autarquias do vale do Tua, Mirandela, Vila Flor, Carrazeda de Ansiães, Alijo e Murça, a administração da CP e a Refer assinaram hoje um protocolo de entendimento que inclui um plano de mobilidade, que permite que o Metro Ligeiro de Mirandela continue a assegurar o transporte aos cerca de 80 mil passageiros entre Mirandela e Cachão.

José Silvano, presidente da Câmara de Mirandela, disse ao DN que a partir de Janeiro de 2012, a CP compromete-se a financiar o Metro com 240 mil euros anuais e a REFER ficará com a responsabilidade da manutenção da linha. À autarquia de Mirandela caberá a exploração do serviço.

Ainda segundo o presidente da Câmara, este acordo manter-se-á ate à conclusão da barragem do Tua, daqui a cerca de quatro anos, passando depois a responsabilidade do metro para a Agência de Desenvolvimento do Vale do Tua, constituída pelas cinco autarquias, Instituto Conservação da Natureza e Biodiversidade e EDP, mas aí com a responsabilidade do transporte entre Mirandela e a estação do Tua.

"Espero que o protocolo seja cumprido pela parte da CP e da REFER. Se em algum mês falhar a verba acordada o metro encerra de imediato", avisa José Silvano.

O metro de Mirandela foi criado em 1995 para fazer o percurso urbano de quatro quilómetros, entre a cidade e Carvalhais, e quando se perspectivava o encerramento da Linha do Tua, em 2001. Foi celebrado um contrato com a CP que estabelecia o pagamento anual de uma verba ao Metro de Mirandela pelo transporte na extensão total da linha. No entanto, dois acidentes com quatro vítimas mortais, os últimos há três anos, provocaram a interdição de circular na linha entre o Tua e o Cachão, sendo o restante percurso feito por táxis, suportados pela CP. No entanto, desde o início do ano, este encargo passou para o Metro de Mirandela que considerou o custo insustentável.

Face à demora em assinar o plano de mobilidade previsto para o vale do Tua - uma das contrapartidas pela construção da barragem do Tua - José Silvano chegou a ameaçar parar o metro de Mirandela no final deste ano.

Para o autarca a situação era insustentável "pois a câmara municipal não podia continuar a suportar os dez mil euros de prejuízo mensal para assegurar o transporte na linha do Tua, por Metro entre Mirandela e o Cachão, e através de uma frota de táxis até ao Tua, que custava à autarquia cerca de 130 mil euros mensais.

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