Costa chega ao Twitter. Mais um canal para falar aos portugueses

Governo aposta na proximidade para falar com cidadãos e mostrar a atividade através de contas oficiais

É oficial e acontece já no início da semana: António Costa chega ao Twitter com uma conta oficial de primeiro-ministro, no domínio "AntónioCostaPM", escrito na primeira pessoa, com as mensagens curtas que fazem a imagem de marca desta rede social. Depois de um fim de semana a convencer os socialistas, agora é ainda mais junto dos portugueses que o primeiro-ministro quer chegar.
Até aqui a conta geral do executivo - com o nome "República Portuguesa" - era o principal veículo para mostrar a atividade de António Costa, mas agora o chefe de governo vai juntar-se aos 13 ministros que já alimentam outras contas oficiais de cada gabinete.

Não é de agora este uso das redes sociais pelo XXI Governo Constitucional, com o objetivo assumido de chegar mais perto dos portugueses, como explicou fonte oficial do gabinete. "Estabelecer uma relação de maior proximidade com os portugueses" passa por manter "contas oficiais no Twitter, no Instagram e no Youtube", além de "algumas áreas de governação" possuírem "também contas noutras redes, tais como o Facebook, relacionadas com programas específicos".

Costa já mantém uma presença quase diária no Instagram, onde os fotógrafos oficiais, Clara Azevedo e Paulo Vaz Henriques, mantêm um registo menos habitual no exercício político. Estas fotos são uma oportunidade para ver os bastidores da atividade do governo e, em particular, do primeiro-ministro: a beber um café enquanto lê documentos que a sua secretária pessoal lhe mostra; a caminhar pelos jardins de São Bento ou a conversar de forma descontraída nas escadas da Residência Oficial com três membros do seu gabinete.
Ou para ter a surpresa de um vídeo em que, no dia 1 de junho, António Costa desejou entre sorrisos um "feliz dia da criança" acompanhando a curta frase de linguagem gestual. É isto, apontou a fonte oficial do gabinete de António Costa ao DN, que permite "acompanhar o dia-a-dia do primeiro-ministro através de um olhar que de outra forma nunca estaria disponível", "promovendo a transparência e quebrando distâncias".


Nas contas do Twitter, a imagem é sempre a mesma, exceto na Defesa: sobre um fundo azul, letras em branco apresentam o Ministério pelo nome da pasta. Só a conta de Eduardo Cabrita nomeia o seu cargo: "Ministro Adjunto". Nesta "Conta Oficial do Gabinete do Ministro Adjunto - XXI Governo" (é neste registo a designação de todas elas), como nas 13 que estão ativas, há fotos de reuniões, notas de agenda e links para documentos, breves afirmações em comissões ou debates.
Segundo as respostas dadas ao DN, "cada gabinete é responsável pela gestão das suas contas, sendo que há traços comuns a todos, de forma a garantir a coerência e articulação da comunicação do governo como um todo".

Promete o executivo que quer "chegar tão próximo quanto possível aos cidadãos, informando-os diretamente sobre a ação do governo, respondendo às suas questões e promovendo, nesse sentido, uma presença no espaço dos novos media onde o contacto bilateral, direto, rápido e transparente é uma mais-valia para todos".

Só quem entra na Cultura e Mar depara com um aviso em inglês: "@cultura_pt hasn"t tweeted yet" e "@mar_pt hasn"t tweeted yet" ["ainda não tuítou"]. Contas ainda inativas, esclarece a fonte do gabinete.
"República Portuguesa" foi a designação que o XXI Governo Constitucional adotou em detrimento da formulação "Governo de Portugal", usada pela executivo do PSD/CDS, um processo iniciado quando o novo governo tomou posse. Segundo fonte oficial da Presidência do Conselho de Ministros, "para o XXI Governo, o Estado português não deve confundir-se com o governo". Ou seja: "Esta alteração foi decidida tendo em vista a aplicação de uma designação que considerasse o Estado português no seu todo e não apenas uma parte deste, uma necessidade tanto mais evidente quando a denominação "Governo de Portugal" estava presente nas receitas médicas, nas pautas das escolas públicas e em diversos documentos oficiais do Estado Português."
Governo garante que tudo foi feito sem custos acrescidos. "Não tem impacto orçamental", tendo existido "orientações para que a substituição de materiais nos gabinetes e serviços" só fosse feita "quando os anteriores" se tivessem "esgotado".

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