Costa brinda à autonomia. "Só Portugal dá 13 ilhas à União Europeia"

Jornadas parlamentares do PS decorrem no arquipélago. Líder socialista não quis comentar resultados em Espanha.

É da meteorologia: quando o anticiclone dos Açores sobe para Norte e para nas imediações das ilhas britânicas, o mau tempo abate-se sobre Portugal continental. Quando estaciona junto aos Açores, o bom tempo chega ao continente. Sem nenhuma cábula no bolso, António Costa não foi ao clima para brindar às autonomias regionais - mas com o anticiclone que vem das ilhas britânicas, o secretário-geral do PS preferiu o seu otimismo militante. "Agora que a Europa vai perder algumas ilhas atlânticas", o país tem para a troca "um contributo de 13 ilhas atlânticas que só Portugal dá à União Europeia."

Num jantar com a bancada do PS - os deputados socialistas encontram-se em São Miguel para as suas jornadas parlamentares - e na presença de deputados e dirigentes regionais, António Costa também apontou às eleições regionais de outubro, onde quer ver a maioria socialista do atual líder açoriano "renovada" e "ampliada".

Recordando uma efeméride que será celebrada esta segunda-feira: os 40 anos das primeiras eleições nas regiões autónomas na Madeira e nos Açores, que aconteceram a 27 de junho de 1976 (no mesmo dia das primeiras presidenciais do Portugal democrático), o líder do PS sublinhou que esta data é de "todos nós portugueses". Para depois lembrar que os socialistas estão "a celebrar em outubro 20 anos de governação socialista na Região Autónoma dos Açores", primeiro com Carlos César, depois com Vasco Cordeiro. "Não estamos cansados de 20 anos de governação socialista nos Açores", afirmou, antecipando que espera ter nas urnas a confiança dos eleitores do arquipélago para mais "quatro anos de governação socialista nos Açores": "Estamos preparados."

Brindando às autonomias e ao país, António Costa - interpelado no final pelos jornalistas - preferiu não comentar o resultado das eleições espanholas. Prognósticos só no fim do jogo, já se sabe, e não se brinda a prognósticos.

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