Consultor admitiu simulação de contrapartidas

Miguel Nuno Oliveira Horta e Costa, que foi consultor da empresa Escom, reconheceu hoje em tribunal que muitos dos projetos apresentados como contrapartidas, de facto, não o eram.

O ex-consultor da Escom, que esteve ligado ao negócio de compra por Portugal de dois submarinos alemães, admitiu hoje, no julgamento por burla ao Estado, que uma parte dos projetos apresentados como contrapartidas não reuniam todos os requisitos para que assim fossem consideradas.

Questionado insistentemente pela juíza presidente e pelo procurador do Ministério Público, Miguel Horta e Costa (não confundir com o ex-presidente da PT, Miguel António Igrejas Horta e Costa) contou que, na fase final do processo da compra dos submarinos, o consórcio alemão Ferrostal, tinha como objetivo encontrar contrapartidas baratas, que, na sua opinião, "não eram verdadeiras contrapartidas".

Esta testemunha foi questionada durante toda a manhã, uma vez que evitou sempre dar respostas concretas às questões que lhe foram sendo colocadas. Até que, a dado momento, disse, referindo-se às reuniões entre a Escom e o consórcio automóvel que beneficiou de contrapartidas, o ACECIA: "Eu não consigo fazer contrapartidas que não sejam verdadeiras ou melhor para Portugal".

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