Conselho Nacional de Educação quer fim dos chumbos no básico e secundário

Órgão consultivo do ministério da Educação denuncia uso excessivo do chumbo em Portugal e quer partidos a debater a questão. Exames no 4.º e 6.º anos devem ser revistos e alunos com duas negativas deviam passar de ano

Todos os anos, 150 mil estudantes - 13% dos que frequentam o básico e secundário -, chumbam. Uma "cultura de retenção" que coloca o país no top 3 da União Europeia e que levou o Conselho Nacional de Educação (CNE) a pedir o fim do uso excessivo deste mecanismo, numa recomendação ontem aprovada e divulgada. "Defendemos uma redução forte das retenções, mas também não queremos passagens administrativas. Queremos que os chumbos sejam uma exceção, como diz a lei", explica o presidente do CNE, David Justino. Com esta recomendação, o também ex-ministro da Educação diz pretender "colocar a questão na agenda política e ver se os partidos, em ano de eleições, querem discutir esta matéria. Porque o que está a ser feito não é suficiente".

Outra das ideias defendidas é que se reveja as condições para os alunos passarem de ano, no caso do básico, uma vez que quando chumbam a duas ou três disciplinas têm de repetir todas as matérias. O que se revela "contraproducente, dado que obriga os alunos a repetir todas as disciplinas do plano de estudos, mesmo aquelas em que tiveram sucesso, em vez de prever a recuperação nas disciplinas onde os alunos revelaram insucesso, capitalizando as áreas com sucesso".

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