Conselho de Estado discutiu "impeto reformista" e "consolidação orçamental"

O Conselho de Estado discutiu os "desafios que se colocam" ao Governo "em matéria de contenção orçamental", diz a nota informativa que a Presidência da República emitiu no fim da reunião

A reunião terminou pelas 20.50, quase seis horas depois de ter iniciado, tendo participado 17 dos 20 conselheiros de Estado (faltaram Mário Soares, Jorge Sampaio e Vasco Cordeiro).

A "estratégia" de "consolidação orçamental" será "consagrada no Programa de Estabilidade [PE]" que o Governo apresentará no Parlamento até ao fim do mês (o debate está marcado para dia 27), lê-se na mesma nota.

Essa estratégia, diz o mesmo texto, "deve ser seguida nos próximos anos de modo a assegurar a trajetória de sustentabilidade das finanças públicas". Mas isto "também num quadro e ao serviço do crescimento económico e da criação do emprego".

A primeira parte da reunião foi marcada por uma exposição do presidente do Banco Central Europeu, Mário Draghi, a que se seguiram perguntas e respostas. Na sala estava também o governador do Banco de Portugal, Carlos Costa.

Depois discutiu-se o PE e o PNR (Programa Nacional de Reformas), sendo que os conselheiros "debruçaram-se sobre as opções que Portugal deve desenvolver em termos de afirmação do ímpeto reformista, no sentido de promover a competitividade do país, o crescimento económico, a redução do desemprego, o aumento dos rendimentos das famílias - em suma, melhorar as condições de vida dos portugueses".

O primeiro-ministro saiu do Palácio de Belém evitando contactos com os jornalistas e assim perguntas sobre a controvérsia do dia envolvendo o ministro da Cultura, João Soares.

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