Conferência de facturas ajudou a detectar casos

A anterior ministra da Saúde, Ana Jorge, defendeu hoje que o centro de conferência de facturas foi determinante para se identificarem as situações de fraude com medicamentos.

Em declarações à agência Lusa, Ana Jorge disse que as situações denunciadas no relatório da Inspecção Geral das Finanças, hoje divulgado pelo Diário Económico, sobre fraudes com medicamentos já eram do conhecimento do Ministério da Saúde. "Em setembro do ano passado tínhamos identificado, através da conferência de facturas, algumas situações, que foram investigadas pela Inspecção Geral das Actividades em Saúde e pela Polícia Judiciária", afirmou.

Para a actual deputada do PS, a identificação destas situações "só consegue fazer-se porque há um centro de conferência de facturas". Ana Jorge adiantou ainda que as situações detectadas envolvem quase todo o circuito do medicamento, entre médicos (que prescrevem as receitas), farmácias e distribuidores. "Há medicamentos que foram vendidos 20 vezes sem nunca terem saído da farmácia", exemplificou.

Um dos motivos que inicialmente levantou suspeitas de fraude foi a coincidência nos mesmos medicamentos, geralmente caros e com elevada comparticipação do Estado. No caso de ser detectado algum médico implicado na fraude, a Inspeção Geral da Saúde abrirá um processo que, no caso mais grave, pode levar à expulsão da função pública, para os clínicos que exerçam no Serviço Nacional da Saúde.

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