Comunidade chinesa é a que mais cresce em Portugal

A comunidade chinesa é a que regista um maior crescimento em Portugal, com mais 6,8% de residentes em 2013 do que em 2012. E muito por culpa dos vistos Gold, representando 80% destes pedidos.

A autorização de residência para atividade de investimento, conhecida por visto Gold, é atribuída aos investidores estrangeiros, sendo que a principal via de acesso é a aquisição de uma casa em Portugal por um valor superior a 500 mil euros.

Os chineses constituem 80% dos pedidos daqueles vistos, com 1116 candidatos em 2013, além das autorizações de residência atribuídas aos familiares, revela o Relatório de Imigração, Fronteiras e Asilo, apresentado esta semana. Os brasileiros representam 3%, os russos 3%, os angolanos e os sul-africanos 2% cada.

Em 2013, o SEF respondeu favoravelmente a 476 candidatos a investidores e à entrada de outros 563 estrangeiros ao abrigo do reagrupamento familiar. Mas dados que já incluem os dois primeiros dois meses de 2014 indicam a atribuição de 679 destes vistos desde que entraram em vigor, em outubro de 2012. Significam um investimento de 414 milhões em Portugal.

A China, a par de Angola, destaca-se, também, na atribuição de novos vistos, o que significa novos imigrantes. Foram atribuídos 33 246 novos títulos em 2013, menos 13,7% do que em 2012.