"Como cuidador, sinto que aqui também olham para mim"

Famílias são o suporte de doentes crónicos, idosos e pessoas com doença mental. Precisam de espaço e tempo para recuperar e aprender mais sobre aqueles de quem cuidam.

Se Anabela, a fisioterapeuta que trabalha todos os dias com João, de 83 anos, na Casa de Saúde da Idanha lhe pede para subir dez escadas, ele sobe 15. E assim faz com todos os exercícios. Quem o vê levantar-se da cadeira de rodas apenas com o apoio da bengala jamais imaginaria que há três semanas, quando ali chegou, estava completamente dependente de oxigénio 24 horas por dia e com um discurso ilógico. Não é só João que está a recuperar, são também os filhos e a mulher, Julieta, de 74 anos, que é a principal cuidadora.

Muitas vezes, os familiares são o apoio dos doentes crónicos, doentes mentais e idosos dependentes. Chamam-lhes cuidadores informais porque fazem parte de uma rede paralela à institucional. Há muito que as associações de doentes pedem o reconhecimento de direitos, de apoio, de um espaço onde possam descansar de uma tarefa de um só horário: 24 horas por dia, 365 dias por ano.

Leia mais na edição impressa ou no e-paper do DN

Exclusivos