Comissão de serviço de Cândida Almeida não foi renovada

Procuradora-geral adjunta colocou o seu lugar à disposição e não vai ser reconduzida. Cândida Almeida deverá ocupar o lugar de juíza conselheira no Supremo Tribunal de Justiça.

Depois de quase 13 anos à frente do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), Cândida Almeida, 63 anos, colocou o seu lugar à disposição da Procuradora-geral da República (PGR). Ao que DN apurou, Joana Marques Vidal não a vai reconduzir no cargo.

Ao longo de mais de uma década no DCIAP, Cândida Almeida tem sido o rosto da grande investigação criminal realizada em Portugal, sobretudo ao nivel da criminalidade económico-financeira. Pela procuradora-geral adjunta (PGA) passaram megaprocessos de impacto na sociedade portuguesa como o Freeport, o Portucale, os submarinos, Monte Branco, Furacão, e outros. Mas a morosidade de alguns desses processos e a incapacidade do MP em produzir provas cabais beliscaram a imagem da procuradora nos meios judiciais.

Cândida Almeida, que tem estado incontactávelo, deverá agora ocupar o seu lugar no Supremo Tribunal de Justiça como juíza conselheira, depois ter sido um dos nomes mais falados para substituir Fernando Pinto Monteiro, o anterior PGR.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG