Coimbra reabre cantinas aos fins-de-semana

A Universidade de Coimbra anunciou hoje a reabertura de uma cantina aos fins-de-semana, a partir de 5 de maio, por ocasião da Queima das Fitas, um mês após o protesto dos estudantes.

Desde o início do ano letivo que os estudantes estavam privados de uma cantina universitária em funcionamento aos sábados e domingos, o que levou alunos a ocuparem uma das cantinas, durante o segundo fim-de-semana de março.

"Foi feita alguma justiça, numa altura tão difícil como esta, qualquer boa notícia é uma grande vitória, é uma vitória para a direção-geral e para os estudantes, sobretudo os mais carenciados que cada vez mais dificuldades têm em ir a casa aos fins-de-semana", reagiu hoje, em declarações à Lusa, o presidente da Associação Académica de Coimbra (AAC), Ricardo Morgado.

Para o dirigente estudantil, "não fazia sentido não haver pelo menos uma cantina aberta" na universidade do país com "maior número de estudantes deslocados".

O reitor, João Gabriel Silva, reconheceu à Lusa que era "negativo" não haver uma cantina, onde as refeições são a preços "mais baixos" que o mercado (2,40 euros o prato), aberta aos sábados e domingos.

A reabertura de uma cantina é possível "graças à reestruturação em curso nos Serviços de Acção Social (SASUC), que permite reorientar os recursos", explicou o reitor.

A reestruturação dos SASUC está em curso desde a posse da nova administradora, a 20 de março, altura em que o reitor avançara que a reabertura de uma cantina aos fins-de-semana implicaria o fecho de "uma ou duas, no Pólo I", durante os dias úteis.

Hoje, o reitor avançou que a situação ficará definida "até ao final do mês, início de maio", prevendo-se a concretização do fecho ainda durante esse mês.

Ao contrário do passado, será a mesma cantina -- as "Amarelas" -- a estar aberta para almoços e jantares aos sábados e domingos.

"A rotatividade [das cantinas em funcionamento] era um dos problemas do sistema anterior - os estudantes acabavam por ficar um pouco 'perdidos', porque não sabiam bem qual era a cantina que estava aberta", disse o reitor, referindo ser essa uma das justificações para a procura ser "relativamente baixa" aos fins-de-semana.

A Universidade de Coimbra tem cerca de 23 mil alunos e um total de 15 espaços para refeições, privilegiando ementas com características mediterrânicas, tradicionais portuguesas e tradicionais dos países africanos de língua oficial portuguesa (PALOP), nas semanas gastronómicas.

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