Coelho Marinho é um dos 9 acusados no caso BPN

O ex-administrador do BPN António Coelho Marinho é um dos nove arguidos, juntamente com Arlindo de Carvalho e Oliveira e Costa, acusados, na terça-feira, de burla, abuso de confiança e fraude fiscal, disse fonte da defesa.

A mesma fonte precisou à agência Lusa que António Coelho Marinho está entre os nove arguidos acusados pelo Ministério Público (MP), entre os quais está também uma empresa, a Amplimóveis, imobiliária presidida pelo antigo ministro da Saúde Arlindo de Carvalho.

Além de Coelho Marinho, Arlindo de Carvalho e Oliveira e Costa, que fundou e presidiu o Banco Português de Negócios (BPN), são igualmente arguidos Luís Caprichoso e Francisco Sanches, ex-administradores do BPN e da Sociedade Lusa de Negócios (SLN), que detinha o banco.

O Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) acusou ainda José Monte Verde, ex-presidente da ParqueInvest, imobiliária do grupo BPN/SLN, José Neto, sócio de Arlindo de Carvalho, e Ricardo Oliveira, ex-acionista do BPN.

Sobre os nove arguidos recaem as suspeitas de crimes de burla qualificada, abuso de confiança e fraude fiscal qualificada.

Segundo um comunicado divulgado na terça-feira pelo DCIAP, além da acusação, o Ministério Público fez ainda um pedido cível de cerca de 15,4 milhões de euros.

Este processo resultou de quase duas dezenas de investigações do MP no caso BPN, tendo quatro sido concluídas, com a acusação de mais de 30 arguidos.

Numa das acusações, Oliveira e Costa foi indiciado de apropriação de fundos e outros crimes, num processo com mais 15 arguidos.

O antigo presidente do BPN, em prisão domiciliária, com pulseira eletrónica, foi também acusado, juntamente com mais três arguidos, de falsificação de documentos num outro processo.

Também no âmbito do BPN, Duarte Lima, antigo líder da bancada parlamentar do PSD, está acusado de burla, na aquisição de terrenos, no concelho de Oeiras. O filho, Pedro Lima, é um dos outros cinco arguidos.

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