Cirurgia plástica deixou de ser exclusivo das elites

"Há cada vez mais gente do campo" a recorrer aos profissionais deste serviço, disse quinta-feira à noite à Agência Lusa o presidente do Congresso desta sociedade científica.

Manuel Maia considerou, à margem da recepção aos convidados do congresso anual dos profissionais da área, na Quinta das Arcas, Trofa, que esta cirurgia "não é só estética, é muito mais abrangente e não se confunde com a crise".

Maia, que também é director do serviço de cirurgia reconstrutiva e unidade de queimados do Hospital da Prelada, deu como prova a presença dos que considerou "maiores profissionais a nível mundial" do sector.

Este médico admite que "as pessoas podem ter alguma dificuldade em recorrer à cirurgia estética, já que ela não é muito consagrada nos hospitais sociais", mas adianta que "há muitas patologias que não dependem do doente querer ou não melhorar os seus contornos, mas sim de corrigir a sua doença".

Em consonância, entende que neste aspecto a crise não apoquenta o sector.

Manuel Maia revela ainda que o número de pessoas que recorrem à cirurgia estética até tem aumentado, o que explica "com a crescente integração social", que leva a que as pessoas descubram que "há soluções para as deformidades que apresentam e que antigamente se limitavam a sofrer".

Para vincar a sua perspectiva, o director do serviço do Hospital da Prelada afirma que "hoje em dia, mesmo as pessoas do campo recorrem à cirurgia estética".

A 41.ª Reunião Anual da Sociedade Portuguesa de Cirurgia Plástica decorre até ao dia 15 de Outubro no Hospital da Prelada, no Porto, e conta com cinco referências mundiais da área, para além da grande maioria dos cirurgiões plásticos portugueses.

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