Fronteira com Espanha é "ponto de união" e não linha de separação

António Costa, primeiro-ministro, quer reforçar mercado energético com Espanha

O primeiro-ministro, António Costa, sublinhou esta terça-feira, durante a Cimeira Ibérica, que decorre em Vila Real, que as relações entre Portugal e Espanha são "muito fortes e integradas" e que a fronteira entre os dois países são "ponto de união" e não uma "linha de separação".

"O objetivo é fazer da fronteira, que era uma linha de separação, um ponto de união entre os nossos países, povos e economias. Para esta união o papel das empresas é absolutamente essencial. Temos um grande mercado ibérico com 70 milhões de consumidores. Vamos fazer da Ibéria um exemplo para o resto da Europa e uma porta para o resto do mundo, com empresas competitivas", começou por afirmar o primeiro-ministro, dando exemplos de exportação entre os dois países.

"A Espanha exporta para Portugal mais do que exporta para toda a América Latina e Portugal exporta para Espanha mais do que exporta para França e Alemanha em conjunto. O objetivo desta cooperação passa por sermos mais fortes em conjunto no mercado europeu e mais fortes em conjunto no mercado global", salientou António Costa, revelando algumas das prioridades desta Cimeira.

"Temos duas grande prioridades, uma é reforçar o mercado energético ibérico e a outra passa pelas infraestruturas fundamentais para o desenvolvimento do comércio entre ambos os países. Nesse sentido estamos a trabalhar em três corredores ferroviários de maior importância estratégica, entre Porto e Vigo, Sines e Madrid e ainda Aveiro e Salamanca", salientou.

Já Mariano Rajoy, chefe do Governo de Espanha, admitiu que as relações entre Portugal e o país vizinho são um "fator de competitividade e de dinamismo". "Estes seminários são uma ocasião para explorar novas oportunidades entre os nossos dois mercados na Europa e no mundo. Como países vizinhos e amigos as nossas relações comerciais são muito estreitas. Portugal é para Espanha um mercado muito importante e com quem mantemos um intenso fluxo comercial e de investimentos", salientou.

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