Chuva abençoou primeiro encontro de Patrícia e Luís

Jovens encontraram-se no terminal de autocarros de Portimão, cidade onde ela residia, depois de se terem conhecido pela Net

Se o poder da chuva, eternizado na sabedoria popular, para abençoar um casamento for tão eficaz durante o primeiro encontro como é no dia da boda, Patrícia Cintra e Luís Carvalho podem ficar descansados. Afinal, foi à chuva que, há cerca de dois anos e meio, os dois jovens se encontraram pela primeira vez, depois de se terem conhecido pela Internet.

"Ele é que não tinha guarda-chuva", acusa, bem-disposta, a jovem de 26 anos, que então esperou pelo lisboeta no terminal de autocarros de Portimão. Era naquela cidade algarvia que residia e foi ali que, depois de se refugiarem num café, deram o primeiro beijo. O início do namoro foi uma inevitabilidade, apesar de os 280 quilómetros de distância que os separavam.

Durante um ano, o mecânico de automóvel deslocou-se com frequência ao Algarve para estar com a namorada, que frequentava um curso de empregada de andares [doméstica]. Foi quando terminou a formação que Patrícia se mudou para Lisboa e começou a trabalhar.

A ideia de se casarem por Santo António foi de Luís. "Achava graça e incentivei-a", recorda, aos 27 anos, sem esconder que a notícia de que tinham sido selecionados pela Câmara Municipal de Lisboa para se unirem no próximo dia 12, na Sé, foi inesperada. "Eu pensava que era mentira", confidencia, admitindo que, de outra forma, não conseguiriam "dar o nó" este ano.

A experiência está a ser tão boa como esperavam, apesar de já terem sido surpreendidos por alguns momentos. "Estávamos à espera de que o ensaio da valsa fosse mais difícil", confessa a porteira, antes de revelar o plano para o futuro, condicionado à conjuntura económica: "Queremos ter filhos".

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