Chefes da Segurança Social recebiam "luvas" até cinco mil euros

Diretor e chefe de serviços suspeitos de se fazerem pagar caro por cada declaração a atestar empresas limpas de dívidas.

Dos 500 aos 5000 euros. Os valores alegadamente cobrados pelo diretor e chefe de serviços do centro distrital de Segurança Social de Lisboa, localizado no Areeiro, variavam. Segundo apurouo DN com fonte ligada à investigação, o montante das "luvas" dependia da importância e dimensão das empresas que recorriam a estes dois responsáveis para obter certidões fraudulentas a atestar a regularização de dívidas à Segurança Social. Com a certidão na mão, as empresas em falta já podiam depois concorrer a concursos públicos, que, com o cadastro aberto, lhes estariam vedados.

Os cinco detidos anteontem na operação "Areeiro" - os dois dirigentes da Segurança Social, um advogado e dois técnicos oficiais de contas - começaram ontem à tarde a ser interrogados no tribunal de instrução criminal de Lisboa mas apenas para efeitos de identificação. Segundo fonte da PJ, os cinco arguidos iriam passar a noite de ontem na cadeia do comando metropolitano da PSP, em Moscavide. Na primeira noite (quarta-feira) ficaram no estabelecimento prisional anexo à sede da Polícia Judiciária.

Na cadeia do comando metropolitano de Lisboa da PSP, os cinco detidos iriam ficar acomodados em celas individuais.

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