"Não escolheria Centeno para orador num comício"

O líder parlamentar do PS, e presidente do partido, elogia a atuação de Mário Centeno como ministro das Finanças, mas ironiza com as suas qualidades políticas.

"Sabe, não escolheria Mário Centeno para orador num comício. Mas ele foi muito bem escolhido para ministro das Finanças", disse Carlos César, quando questionado sobre a gestão política pelo ministro e pelo primeiro-ministro de todo o "caso CGD".

Falando depois de uma conferência de líderes parlamentares, César negou ainda que tivesse ficado descontente com o comunicado do Presidente da República, segunda-feira à noite, aceitando a manutenção de Mário Centeno no Governo.

Foi, segundo César, uma manifestação de "solidariedade institucional" do PR para com o Governo e "especialmente com a qualidade política e a ação do ministro das Finanças".

A reunião da conferência de líderes parlamentares ficou marcada pela rejeição da esquerda a pretensões da direita para ter acesso a todas as comunicações, designadamente sms, entre Mário Centeno e o ex-presidente da CGD, António Domingues.

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