Cerca de 40 pessoas protestaram contra aumentos frente ao Ministério da Economia

Cerca de 40 pessoas manifestaram-se hoje em frente ao Ministério da Economia contra os aumentos dos preços dos transportes públicos e entregaram no gabinete do ministro Álvaro Santos Pereira um manifesto de protesto.

"Viemos mostrar em viva voz o nosso protesto por aquilo que é um aumento brutal dos preços dos transportes e as suas consequências nos utentes", explicou Amável Alves, da Federação dos Sindicatos dos Transportes e Comunicações (FECTRANS). Pouco passava das 12:30 quando 38 elementos da FECTRANS e do Movimento de Utentes dos Serviços Públicos (MUSP) subiram a rua do ministério, em Lisboa, com faixas em que se podia ler "O saque continua", "Aumentar para privatizar", "O aumento dos transportes é um roubo" e "Contra o roubo, lutar".

Apesar de não terem anunciado esta manifestação ao ministério nem terem pedido qualquer reunião, os sindicalistas foram recebidos pelo chefe de gabinete do Ministro da Economia, com quem estiveram reunidos cerca de uma hora. No final, Amável Alves criticou os aumentos que entraram hoje em vigor, afirmando que "é uma decisão que atinge os que menos têm e que tem em vista também a intenção de privatizar o sector dos transportes, penalizando os utentes". Do lado do Governo, disse o sindicalista, foi dado o "velho argumento de que estas são decisões impostas pela 'Troika', das dificuldades das empresas e que não havia alternativa".

"A verdade é que há alternativas e a situação a que chegámos deriva daquilo que aos longos dos anos foi uma política desastrosa de gestão destas empresas", defendeu. O sindicalista assegurou que a FECTRANS vai continuar a lutar e lembrou que "já este ano houve um aumento dos transportes". "Este é o segundo em 2011 e o mais alto de que há memória", sublinhou Amável Alves, para quem muitas pessoas "não vão conseguir suportar" estes aumentos. Afirmando que os portugueses "vivem muito mal", o sindicalista lembrou que a estes aumentos vão juntar-se o não aumento de salários e a retenção de parte do subsídio de Natal para imposto.

Na rua permaneceram os elementos da FECTRANS e do MUSP, que, apesar da chuva que caiu, nunca baixaram as faixas. Os participantes no protesto desmobilizaram após a reunião com o chefe de gabinete e depois de gritarem várias vezes "A luta continua".

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