Tribunal profere sentença a grupo que extorquia comerciantes

O Tribunal Judicial de Abrantes profere hoje a leitura de sentença a um grupo organizado que se dedicou durante 12 anos à extorsão de dinheiro e bens a comerciantes da cidade, vítimas de intimidação física e coação psicológica.

Associação criminosa, extorsão na forma continuada, coação, dano, ofensas corporais e ameaça agravada são alguns dos crimes de que estão acusados os sete arguidos, com idades entre os 20 e os 53 anos, residentes no bairro social de Vale de Rãs, em Abrantes, todos sem atividade profissional remunerada e estável e tidos como muitos violentos e perigosos.

No despacho de acusação, a que a agência Lusa teve acesso, pode ler-se que o grupo se constituiu como "estrutura organizada de caráter permanente e estável" no início do ano 2000 e "tinha por único objetivo a obtenção mensal de quantias monetárias não inferiores a 50 euros, bem como géneros alimentícios e outras mercadorias, fornecidas por inúmeros proprietários de estabelecimentos comerciais da cidade, a troco de proteção".

A obtenção de valores monetários desta forma, numa atividade que se prolongou até junho de 2011, ficou conhecida por "Camorra", sendo que as quantias obtidas eram depois distribuídas pelos vários elementos do grupo.

A maioria das vítimas pagava o exigido, em silêncio, perante os sucessivos distúrbios e mau ambiente criado, essencialmente, em bares e cafés, com agressões, provocações e ameaças a clientes, funcionários e aos próprios exploradores dos estabelecimentos.

Os arguidos garantiam que, se os comerciantes não mantivessem o silêncio, atentariam contras as vidas dos empresários e dos seus familiares.

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