Timothy, uma vítima que até foi testemunha

Durante o julgamento de Allan Sharif, Timothy Vaan Caine chegou a testemunhar por videoconferência

O nome Timothy Vaan Caine foi ouvido por várias vezes na sala de audiências do Tribunal de Mangualde, entre Março e Agosto, durante o julgamento do luso-americano Allan Sharif e sete familiares.

Em julgamento, Sharif quis usar Timothy Vaan Caine como álibi, mas não convenceu os juízes.

O nome do empresário surgiu pela primeira vez quando vários dos réus, nomeadamente os primos do principal arguido, tentaram justificar inúmeros levantamentos feitos através dos serviços financeiros da Western Union e da Moneygram com a venda de uma quinta ao canadiano.

Mas Timothy Van Caine, um empresário canadiano que esteve em 2007 na região para ser raptado, era afinal um antigo comparsa de Sharif.

Em tribunal, Sharif assumiu ter participado de facto em vários crimes de burla, afirmando que apenas o fez com a ajuda e participação do canadiano Timothy Vaan Caine, que conhecia desde 2000, quando residia nos Estados Unidos e se começou a dedicar ao crime. Em conjunto amealharam "mais de três milhões de euros que estavam depositados numa conta offshore no Paquistão", disse Sharif.

O canadiano, que foi ouvido no Tribunal de Mangualde por videoconferência, sempre negou a ligação ao detido.

No início da década de 90, Sharif chegou a Portugal a tempo de frequentar o ciclo preparatório. Pouco depois de fazer onze anos regressou à América, por onde dividia o tempo entre Miami e Nova Iorque.

Filho de mãe portuguesa e pai indonésio, o luso-americano nasceu nos Estados Unidos onde esteve até 2004, quando começou a ser procurado pelas autoridades americanas, suspeito de envolvimento em várias fraudes.

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