Proteção Civil testou resposta na queda de F-16

Centenas de bombeiros, agentes da PSP, médicos e enfermeiros e outros elementos da proteção civil participaram hoje, na Marinha Grande, num simulacro de queda de um avião F-16.

Dois mortos, 26 feridos graves e 15 feridos ligeiros foi o resultado simulado da queda da aeronave no centro da cidade e que mobilizou bombeiros de várias corporações do distrito de Leiria, acompanhados de agentes da PSP, elementos da Proteção Civil, médicos e enfermeiros do Instituto Nacional de Emergência Médica e militares da Força Aérea (FA).

O socorro às dezenas de feridos, entre os quais o piloto do F-16, que caiu no Parque da Cerca, foi um dos momentos do exercício "GrandEx'13", que serviu para testar a capacidade de resposta e coordenação dos vários agentes envolvidos num acidente do género.

O cenário teve como base a queda de uma aeronave militar seguida de incêndio.

Segundo o chefe do gabinete de prevenção de acidentes da Base Aérea n.º 5 (BA5) de Monte Real, Nuno Monteiro, o embate com aves levou o piloto a "perder consciência" logo após se ter ejetado.

Nuno Monteiro, que assumiu o comando da ação da FA, frisou que a Marinha Grande está na zona de operação dos F-16.

"A probabilidade de haver uma queda numa zona habitacional é muito baixa, mas se tivermos em conta as consequências que poderiam advir - que seriam muito severas -, justifica que tenhamos planos e que treinemos este tipo de situações para mitigar o risco", disse o militar.

O capitão salientou que "qualquer piloto da FA irá até ao último segundo desviar a aeronave para uma zona que não tenha casas nem pessoas".

O presidente da Câmara e responsável pela Proteção Civil da Marinha Grande, Álvaro Pereira, adiantou que a ação "permitiu testar o plano municipal de emergência de proteção civil, para poder propor uma revisão e tentar melhorar todas as condições" para responder em caso de catástrofe.

Para o autarca, este tipo de exercício pode salvar vidas no futuro. "Só simulando e preparando é que poderemos ter na altura necessária a resposta adequada", disse.

Durante o teste, os bombeiros tiveram de efetuar um desencarceramento de um veículo, apagar o incêndio do F-16, enquanto os médicos e enfermeiros do INEM foram confrontados com os vários pedidos de ajuda de feridos e uma situação de pânico, de uma mãe confrontada com o desaparecimento do filho.

A polícia e os militares asseguraram o perímetro de segurança e apoiaram os restantes agentes.

Para Nuno Monteiro, a "mais-valia desde simulacro foi criar sinergias com os outros agentes" e uma oportunidade para "treinar os procedimentos de coordenação e interação com os agentes civis".

"Falta ver os pormenores, mas o balanço é bastante positivo. Nós aprendemos imenso e as equipas civis também aprenderam bastante", acrescentou o capitão.

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