Movimento criado na internet quer reabrir troço ferroviário

Um movimento cívico que defende a modernização e reabertura do troço da Linha ferroviária da Beira Baixa entre a Guarda e a Covilhã, foi criado na Internet por um eleito da Assembleia Municipal da Guarda.

"Reabertura ferroviária troço Guarda-Covilhã" foi criado na segunda-feira no portal do Governo (www.portugal.gov.pt) aproveitando a possibilidade que é dada aos portugueses para defenderem as suas causas.

"A preocupação nasceu do facto de o troço da linha da Beira Baixa entre a Guarda e a Covilhã estar encerrado há quase três anos e [porque] considero que é importante revitalizar este troço, modernizando-o e abrindo-o novamente, com as devidas condições para as populações que dele queiram usufruir", justificou Júlio Seabra, membro da Assembleia Municipal da Guarda eleito pelo PS e autor do projeto.

O responsável disse que decidiu promover a defesa deste troço da Linha da Beira Baixa, com cerca de 44 quilómetros, por reconhecer que "é vital" para as populações e para a economia regional.

A via ferroviária é uma alternativa à autoestrada A23 (Guarda/Torres Novas), que tem portagens desde 8 de dezembro, e permitirá que as empresas da região escoem os seus produtos "de forma mais prática, económica e rápida", considera o fundador do movimento.

No texto da proposta, Júlio Seabra sustenta que a modernização e reabertura do troço da Linha da Beira Baixa entre a Guarda e a Covilhã, possibilitará "a circulação de composições de passageiros e mercadorias, num circuito Guarda/Pampilhosa/Entroncamento/Guarda" e na ligação à Europa.

Estando "modernizada e ativa na sua totalidade", a Linha da Beira Baixa "tornar-se-á num eixo importantíssimo no mapa ferroviário português, permitindo a diminuição de trânsito na Linha do Norte, sendo também uma alternativa a esta em situações de graves acidentes", advoga.

Júlio Seabra referiu que o movimento está aberto à participação de todos os interessados, incluindo dos autarcas dos concelhos abrangidos pela linha da Beira Baixa, nomeadamente Guarda, Belmonte e Covilhã.

Admitiu a possibilidade de promover ações no terreno, a começar pela realização de uma iniciativa simbólica "na data em que se assinalam os três anos de encerramento" da Linha da Beira Baixa entre a Guarda e a Covilhã.

Em fevereiro de 2009 foi decidida a suspensão da circulação para obras de renovação naquele troço, mas após o investimento em pontes, túneis e dez quilómetros de linha, a REFER admitiu aguardar por verbas para concluir as obras.

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