Jovem acusado de matar o pai conhece hoje sentença

Um tribunal de júri profere hoje, na Pampilhosa da Serra, o acórdão do julgamento do jovem de 17 anos acusado de ter assassinado o pai em janeiro do ano passado.

Julgado pela prática de um crime de homicídio qualificado, o arguido tinha 16 anos quando cometeu o crime, na habitação da família, na aldeia do Esteiro, naquele concelho, desferindo vários golpes de catana, que causaram a morte do progenitor.

A decisão é divulgada às 14:00, na sala de audiências do Tribunal da Comarca da Pampilhosa da Serra.

O julgamento, incluindo as alegações finais, realizou-se no dia 21 de março. O Ministério Público pediu uma pena de 10 a 11 anos de prisão efetiva.

O rapaz matou o pai, Carlos Jesus, de 55 anos, quando este dormia num sofá, num alegado quadro de desavenças e retaliação por alegados maus-tratos, designadamente abusos sexuais, que a vítima lhe teria infligido uns anos antes.

Numa noite fria de janeiro, o arguido andou depois cerca de 25 quilómetros, descalço, entre Esteiro, na freguesia de Janeiro de Baixo, e a vila da Pampilhosa da Serra, para se assumir como autor do crime no posto da GNR.

No dia 26 de janeiro de 2011, após o crime, o Tribunal de Instrução Criminal de Coimbra decretou como medida de coação a obrigação de o jovem permanecer na habitação com pulseira eletrónica.

No presente ano letivo, está a frequentar o 11.º ano, na área científico-tecnológica, no Agrupamento de Escolas de Pampilhosa da Serra.

O estudante, que é o mais novo de três irmãos, vive com estes e com a mãe, no Esteiro.

No julgamento, o jovem confessou a autoria do crime, que o seu irmão Jorge, ao depor em tribunal, considerou "o culminar de muitos anos" de desavenças familiares.

No entanto, negou parcialmente alguns dos factos da acusação, afirmando "não ter agido de forma" a cometer o homicídio.

O arguido confirmou "as dificuldades de relacionamento" com o pai e disse que, quando tinha 11 ou 12 anos, este "abusou sexualmente" de si.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG