Escuteiros livres de perigo

Responsável do INEM assegura que os 50 escuteiros afectados por uma intoxicação alimentar na Praia da Tocha, Cantanhede, não correm qualquer perigo

A coordenadora do Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU/INEM) de Coimbra, Rosa Luzio, informou que "não há casos de situação grave" entre os cerca de 50 escuteiros afectados por uma intoxicação alimentar na praia do Palheirão, Tocha (Cantanhede).

Esta responsável, que falava aos jornalistas, ao meio da tarde de hoje, perto do local do acampamento e quando já começava a ser desmontado o posto médico avançado ali instalado pelo INEM, adiantou que "a situação está resolvida".

Nessa altura mantinham-se, no entanto, em observação, no Hospital Pediátrico de Coimbra (HPC) 12 crianças e jovens, dez dos quais tinham dado entrada ali ao início da tarde.

Os outros dois escuteiros que permaneciam em observação no HPC faziam parte do grupo de sete que ali foram internados durante a noite e deveriam ter alta médica até ao final da tarde, segundo disse à agência Lusa fonte deste estabelecimento (os restantes cinco tiveram alta durante a manhã).

O conjunto das 17 crianças e jovens fazem parte do grupo de 160 escuteiros espanhóis acampados junto à praia do Palheirão, que tiveram de ser socorridos na madrugada de hoje, vitimadas, presumivelmente, por uma intoxicação alimentar.

O alerta foi dado pelas 23:30 de quarta-feira, quando parte dos acampados manifestaram sintomas que, mais tarde, vieram a ser identificados como resultantes "provavelmente" de uma intoxicação alimentar.

"Apresentavam queixas e vómitos, febre e diarreia, mas não há nenhuma situação de gravidade", sublinhou à agência Lusa fonte do INEM.

O INEM assistiu os acampados com queixas no local, parte dos quais foram, depois, transportados para os hospitais da Universidade de Coimbra, de Aveiro e da Figueira da Foz, de onde seguiram para o Pediátrico de Coimbra ou tiveram alta médica.

Os 160 escuteiros acampados junto da praia do Palheirão -- local gerido pelo Corpo Nacional de Escutas (CNE) e onde esta organização costuma promover acampamentos -- têm idades compreendidas entre os seis e os 21 anos e são oriundos de Toledo, Salamanca e Badajoz, adiantou aos jornalistas o presidente da Câmara de Cantanhede, João Moura, que também se deslocou ao local.

Os escuteiros espanhóis estavam ali acampados desde 16 de Julho e deveriam regressar ao seu país no domingo, 31 de Julho, mas o autarca ainda não tem "qualquer informação" sobre uma eventual antecipação desse regresso.

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