Câmara mantém empresa que fornece refeições escolares

A Câmara de Coimbra decidiu hoje manter as refeições escolares a cargo da empresa com que tinha contratualizado este serviço, mas vai ter "equipas reforçadas" para fiscalizarem, de surpresa, a qualidade da alimentação fornecidas às escolas.

Embora possua elementos que "apontam para violações das obrigações contratuais da empresa fornecedora" de cerca de quatro mil refeições escolares, por dia, a câmara não rescindiu o contrato com a GERTAL, anunciou hoje, ao princípio da noite, o gabinete do presidente da autarquia, em nota distribuída à comunicação social.

A câmara vai, no entanto, "aplicar as penalizações contratuais previstas" e terá "equipas reforçadas no terreno, deslocando-se todos os dias úteis, sem pré-aviso, a diferentes escolas e jardins-de-infância", assegura o mesmo comunicado.

A missão daquelas equipas será, acrescenta o gabinete do presidente da câmara, João Paulo Barbosa de Melo, "avaliar 'in loco' a comida entregue, bem como assistir à operação de descarregamento e ao serviço das refeições", sendo elaborado um relatório de "todas as visitas".

Os 34 jardins de infância e 52 escolas básicas do concelho cujas refeições são servidas pela GERTAL já estão, entretanto, a ser contactados pela autarquia, lembrando-lhes "a importância de entregarem todas as semanas na Câmara as fichas com os relatórios diários de avaliação do serviço" de alimentação.

A empresa fornecedora das refeições garantiu, através do presidente da sua administração, que se deslocou a Coimbra, que "os problemas até agora detetados não se repetirão até final do contrato e que, custe o que custar, a empresa cumprirá escrupulosamente as suas obrigações contratuais", afirma, no comunicado, o gabinete do presidente do município.

"A empresa GERTAL assumiu o compromisso" de passar a "praticar uma política de "cozinha aberta", convidando tanto os responsáveis e técnicos" da autarquia, "como os encarregados de educação e os responsáveis das instituições de ensino a visitarem as instalações de confeção da comida", refere a mesma nota.

A câmara vai, no entanto, "continuar a trabalhar na identificação de alternativas de fornecimento de refeições às escolas bem como em processos que, no futuro, tornem mais fácil e célere a substituição dos fornecedores de refeições, caso haja situações de incumprimento contratual".

João Paulo Barbosa de Melo garantiu, na última reunião do executivo municipal, em 13 de fevereiro, "uma solução, até ao fim da semana", para resolver o problema das refeições escolares, que, segundo pais e encarregados de educação, não respeitam as "normas de qualidade, segurança e higiene" alimentares.

"Nem que se tenham de parar todos os serviços da câmara", tudo será feito para ultrapassar a situação, afirmou, então, o autarca prometendo "tudo empreender para que os pais possam ficar descansados em relação" aquele serviço.

Representantes dos pais de escolas de Coimbra exigiram, durante aquela reunião camarária, a adoção de "medidas eficazes" para que as refeições servidas naqueles estabelecimentos respeitem as "normas de qualidade, higiene e segurança alimentares".

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