Autoridade de saúde aguarda resultados laboratoriais para saber causas

A autoridade de saúde está a aguardar o resultado de análises laboratoriais para apurar as causas da intoxicação alimentar sofrida por mais de 50 escuteiros espanhóis num acampamento em Cantanhede.

Em declarações aos jornalistas, Rosa Monteiro, delegada de saúde do Agrupamento de Centros de Saúde do Baixo Mondego (ACES III), afirmou que os resultados dos inquéritos epidemiológicos feitos aos doentes vão ser cruzados com análises ambientais no terreno para chegar a uma "conclusão definitiva" sobre o sucedido. "Vamos tentar estabelecer a origem da causa para ver a relação causa efeito entre as análises dos doentes e aquilo que foi ingerido", afirmou.

Admitiu que existem "suspeitas" sobre o que aconteceu, mas recusou revelá-las. "Quando houver informação em concreto será revelada", disse. Também o presidente da Câmara de Cantanhede, João Moura, recusou "especular" sobre as causas da intoxicação alimentar, embora considerando "uma possibilidade" a origem estar relacionada com a ingestão de água de um poço. "As autoridades estão a seguir os protocolos normais. A água do poço é uma possibilidade, começa-se pela avaliação da água que todos utilizam", disse.

"Pode ter sido alguma coisa que comeram ou água que beberam. Demos conhecimento às autoridades [de saúde]. Não sabemos", disse, por seu turno, Alice Luzio, coordenadora do Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU/INEM) de Coimbra. O acampamento que albergava 160 escuteiros espanhóis, oriundos de Salamanca, Toledo e Badajoz, decorria no parque escutista do Palheirão, um espaço natural gerido pelo Corpo Nacional de Escutas. O acampamento foi encerrado a meio da tarde de hoje e os escuteiros transferidos e instalados numa escola da povoação da Tocha, onde deverão pernoitar.

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