Centenas na despedida de bombeira de 24 anos

As cerimónias fúnebres de Ana Rita Pereira, a bombeira da corporação de Alcabideche que morreu no combate a um incêndio em Tondela na quinta-feira, juntaram na tarde de sábado centenas de pessoas e bombeiros.

O pai da jovem segue no carro onde é transportada a urna, ladeado de bombeiras. Atrás, entre os muitos populares, segue o Ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, e elementos da Proteção Civil.

Elementos de corporações de Lisboa, Sacavém, Camarate, Loures e até do Porto não faltaram à homenagem. A estrada foi cortada no percurso do quartel dos bombeiros até ao cemitério, que durou cerca de 40 minutos.

A emoção tomou conta de Alcabideche durante a tarde. À porta do quartel, os carros e auto-tanques têm uma faixa preta em sinal de luto. O último mostra os sinais do fogo, com um espelho lateral derretido pelo calor. "Era o carro dela", diz um colega.

Onde normalmente estão estacionados os carros e ambulâncias, estava um mar de pessoas. Colegas, amigos da jovem de 24 anos que perdeu a vida a combater as chamas na Serra do Caramulo. Flores e muitas palmas na despedida. Também muitas lágrimas e um silêncio apenas cortado pelo vento forte que se fez sentir durante a tarde.

No final da parada, seguida o chefe José Pereira e os colegas de Rita. Caminham a passo lento, ao som da fanfarra. O toque da sirene marcou o último adeus.

Jaime Soares, presidente da Liga, lamenta mais uma vez a morte da bombeira e garantiu que não falta formação. "Este é um momento muito difícil e complicado. Todos tentamos evitar estas situações, mas por vezes o homem não é capaz de superar a força da natureza", diz, afirmando que "nada disto tem a ver com falta de formação".

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