Centenas foram à Ajuda. Marcelo não escapa às selfies

Receção no Palácio da Ajuda após condecoração a Cavaco Silva. Muitos convidados quiseram-se fotografar com o novo presidente

Centenas de pessoas compareceram hoje no Palácio da Ajuda, em Lisboa, para felicitar o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, numa receção que sucedeu à condecoração do ex-Presidente Cavaco Silva.

Marcelo Rebelo de Sousa chegou ao Palácio da Ajuda cerca das 18:15 e respondeu aos jornalistas que lhe perguntaram como estava a correr o dia da sua tomada de posse enquanto Chefe de Estado: "Bem. Longo, longo", disse.

Após Marcelo Rebelo de Sousa condecorar Cavaco Silva, o atual e o ex-Presidente separaram-se. Marcelo seguiu para a receção numa sala contígua e Cavaco ficou a ser cumprimentado pelos seus convidados para a cerimónia da condecoração.

Na receção, que a Lusa seguiu através do serviço 'host' das televisões, Marcelo Rebelo de Sousa circulava pela sala, distribuindo cumprimentos e sorrisos e acedendo a vários pedidos dos convidados para pousar para fotografias.

Sorridente, o novo Presidente conversou com o antigo Presidente Jorge Sampaio.

O primeiro-ministro, António Costa, conversou com alguma demora com o banqueiro Fernando Ulrich, enquanto o ministro da Defesa, Azeredo Lopes, e o ministro dos Negócios Estrangeiros, Santos Silva, eram das poucas pessoas sentadas e, em duas cadeiras dispostas a um canto da sala, conversaram demoradamente.

Cerca das 19:15, quando convidados como António Guterres, Guilherme d'Oliveira Martins e Eduardo Lourenço abandonavam, no mesmo carro, o Palácio, ainda havia convidados a chegar.

Alguns dos convidados tardios foram o antigo líder do PSD Luís Marques Mendes e o presidente do grupo parlamentar social-democrata, Luís Montenegro, bem como o deputado Luís Campos Ferreira.

Na receção, conviveram deputados dos vários partidos, como o líder parlamentar do PCP, João Oliveira, e o ainda presidente do CDS-PP, Paulo Portas.

O antigo primeiro-ministro e ex-Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados António Guterres trocou longas impressões com a comitiva do BE, liderada por José Manuel Pureza, e da qual fazia também parte o deputado Pedro Soares.

O assessor para a Cultura do Presidente da República, Pedro Mexia, conversou animadamente com a candidata à presidência do CDS-PP, Assunção Cristas.

À saída, Mexia disse aos jornalistas que vai conciliar as novas funções em Belém com o programa da TSF e TVI "Governo Sombra", justificando que "nenhuma das partes" vê qualquer problema.

"Até prova em contrário continuarei. Não vou comentar a política cultural da Presidência da República", rematou.

Sobre a assessoria na área da Cultura que prestará a Marcelo Rebelo de Sousa, disse não ser uma tarefa "nem estranha nem insuperável".

"Não creio que o professor Marcelo esteja alheado da cultura portuguesa, está atentíssimo. [a minha função] Será simplesmente chamar-lhe atenção para tópicos, pessoas, espetáculos e acontecimentos que ele não viu. Sabendo que ele gosta disso e tem interesse genuíno por isso", explicou.

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