Centenas de pessoas despedem-se com aplauso

A cerimónia das exéquias do cardeal José da Cruz Policarpo terminou hoje, pelas 19:25, com a colocação da urna no Panteão dos Patriarcas, no Mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa.

Foi um número restrito de pessoas que acompanhou a urna, desde a entrada no mosteiro até ao panteão, entre elas todos os bispos portugueses, membros das ordens do Santo Sepulcro e de Malta, assim como os ministros Pedro Mota Soares e Assunção Cristas.

A urna foi colocada numa arca tumular em pedra, onde se irão inscrever o brasão e o nome daquele que foi o 16º patriarca de Lisboa.

Centenas de pessoas aplaudiram quando a urna foi conduzida para o interior da Igreja de São Vicente de Fora, em Lisboa.

A urna, transportada num carro funerário, foi escoltada pelos cavaleiros da Ordem do Santo Sepulcro, desde a Sé de Lisboa até esta igreja, onde, na escadaria, se perfilaram elementos dos Sapadores Bombeiros de Lisboa e da Polícia Municipal de Lisboa.

Alguns dos populares acenaram com lenços brancos e as autoridades presentes fizeram continência à passagem da urna.

O percurso, de um quilómetro, foi feito a pé pelos vários bispos e outros membros do clero e por vários fiéis que acompanharam a urna.

No percurso, dois sacerdotes transportaram a mitra e o báculo de José Policarpo.

Na cerimónia religiosa, realizada no átrio da Igreja de São Vicente de Fora, o patriarca de Lisboa, Manuel Clemente, lembrou que o cortejo feito a pé "é "transfigurado noutro que é aquele que os anjos e os mártires fazem na cidade celeste de Jerusalém para receber o patriarca José".

A cerimónia das exéquias do patriarca José, como se lhe dirigiu D. Manuel Clemente, começou, ainda na Sé de Lisboa, com a leitura de uma mensagem do Papa Francisco.

O Santo Padre disse estar em "união e oração com o patriarcado de Lisboa, a família do defunto e quantos choram a morte inesperada" do cardeal".

"Recordo os meus encontros com este apaixonado da busca da verdade", notou o Papa na mensagem lida esta tarde na Sé Patriarcal de Lisboa.

A celebração iniciou-se com um cortejo de diáconos, presbíteros, leigos, religiosos e, por fim, bispos - e o patriarca de Lisboa a fechar, que demorou 20 minutos, ao som de um cântico "Dai-lhes Senhor o eterno descanso".

O texto do evangelho de João sobre o bom pastor foi o mote certo para D. Manuel Clemente evocar o patriarca José, na missa de corpo presente, nas exéquias fúnebres esta tarde na Sé Catedral de Lisboa.

Num testemunho de quem trabalhou muitos anos diretamente com José Policarpo, no Seminário dos Olivais, Manuel Clemente notou que o ex-cardeal patriarca de Lisboa tinha "o coração de bom pastor, sempre disponível em todas as situações". "Acabou por nos contagiar na verdade e esperança", sublinhou durante a sua homilia.

O sucessor de Policarpo recordou uma preocupação central no pensamento do patriarca emérito: a "evangelização do mundo" - e "compreender os caminhos da missão e diálogo" com o mundo contemporâneo.

Na cerimónia participaram o Presidente da República, Cavaco Silva, a presidente da Assembleia da República, Assunção Esteves, alguns ministros, o presidente da câmara de Lisboa e deputados.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG