"Cegueira" sugere problema químico da substância injectada

O presidente da Sociedade Portuguesa de Oftalmologia mostrou-se hoje convicto que a cegueira dos seis doentes internados no hospital de Santa Maria está relacionada com "algo químico ligado à substância que foi injectada".

"Estou absolutamente convencido que se trata de algo químico ligado ao produto injectado", disse António Travassos numa conferência de imprensa, sem referir o nome do medicamento Avastin ao qual têm sido atribuídas as complicações surgidas nos doentes, após  o tratamento oftalmológico.

O médico reafirmou, aliás, as virtudes do Avastin.

"Fui eu que introduzi o Avastin em Portugal e tenho tido resultados excelentes nos doentes. Se o Avastin parar, muitos doentes vão ter problemas de visão e não vão recuperar", avisou António Travassos.

O oftalmologista, que tem estado a colaborar com a equipa médica do Santa Maria, esteve hoje numa conferência de imprensa promovida pelo hospital para fazer um ponto de situação sobre os doentes.

Os especialistas admitem que dois dos seis doentes podem recuperar a visão.

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